Arquivo para novembro, 2010

Música no berçário

De admin em nov.17, 2010, em Berçário

musicaCrianças do berçário fazem aula de música?

Não fique assustado! Mas elas fazem sim, e adoram!

Nós estamos acostumados a escutar sons desde o útero da mamãe. Antes mesmo de poder ouvir os sons externos, o bebê ainda no útero está num ambiente cheio de estímulos sonoros: os batimentos cardíacos da mãe, de seu próprio cordão umbilical, dos movimentos de alguns órgãos trabalhando. As mães acariciam, os pais beijam, conversam com a barriga. É o início de um vínculo forte e de uma relação de amor que pode ser ainda mais fortalecida a partir do quinto mês de gestação, quando o bebê já recebe estímulos sonoros de fora.

A música é uma ferramenta de aproximação entre pais e filhos, educadores e crianças, e um hábito que pode fazer desta criança uma pessoa mais comunicativa e segura.

E a aula de música é uma enorme janela de informações que ajudam no desenvolvimento da percepção, ritmo, atenção, além de promover atividades que desenvolvam habilidades visuais, motoras, físicas e psicológicas.

Descobrindo instrumentos musicais

Descobrindo instrumentos musicais

O início deste trabalho com a música, dentro da escola, é no berçário. Mas, continua por toda a educação infantil. Vivencia-se a música por meio da manipulação dos instrumentos, dançando, cantando, tocando e experimentando a música como linguagem.

Isto é divertido!

Isto é divertido!

É normal as músicas na educação infantil trazerem aprendizagens para a vida e incentivarem os movimentos corporais. Sendo muito importante para o desenvolvimento das crianças, pois elas devem ser muito estimuladas nesta etapa da vida.

Os repertórios devem ser pensados com carinho e atenção. A aula tem que ser criativa e desenvolvida de acordo com cada faixa etária. Sendo assim, as músicas escolhidas para o berçário devem ser de movimentos fáceis e que favoreçam as crianças ao realizarem. Movimentos como: levantar o braço, perna; bater palmas; colocar mãos nos olhos, cabelo, boca (até mandar beijo), nariz, orelha; engatinhar, etc.

Observo o movimento das professoras...

Observo o movimento das professoras...

No primeiro ano de vida, deve-se ter cuidado ainda ao tempo da atividade. Os bebês não prestam atenção por períodos muito extensos. As professoras devem motivá-los, mas estarem atentas a oferecer outros estímulos se for necessário, como um chocalho ou mordedor.

Depois descubro como é gostoso este som!

Depois descubro como é gostoso este som!

No momento da aula, a presença da professora é muito importante para as crianças. Pois são momentos de troca e comunicação sonora, e que favorecem para o desenvolvimento afetivo e cognitivo. Fortalece o vínculo e a confiança da criança na professora e em relação ao próprio ambiente escolar.

A tia sempre nos incentiva a fazer um som!

A tia sempre nos incentiva a fazer um som!

Um exemplo de música: Jacaré na Lagoa:

JACARÉ PASSEANDO NA LAGOA (2x)

VIU UM PEIXINHO, NHOC NHOC NHOC

ABRIU A BOQUINHA, NHOC NHOC NHOC

COMEU O PEIXINHO NHOC NHOC NHOC

Nesta música pode-se gesticular com as mãos ou ainda usar fantoches como recurso visual.

Um dia vou tocar este instrumento também!

Um dia vou tocar este instrumento também!

Referências:
http://www.ordemdesantacecilia.org/fig_jornal/gravida.gif
http://coretojs.blogspot.com/2009/06/arranjo-musical.html
http://www.escolajardimencantado.com.br/musica.htm
http://www.viadeacesso.com.br/v2/revista/Cultura/?id=192
http://musicando-musicando.blogspot.com/2009/05/musica-no-bercario-parte-1.html

Texto das professoras:

Mara Rangel – berçário 1 e Luana Jenifer – berçário 2

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Criação de histórias

De admin em nov.16, 2010, em Jardim A4

A turma do Jardim A4 num trabalho das professoras Milena e Denise leram e interpretaram o livro ” O elefante que queria tudo”, de Roberto Belli. Após a leitura, cada amigo, com muita imaginação e criatividade, criou sua própria história. Veja aqui, o que andam criando este pingos de gente!

O elefante que queria tudo

O elefante que queria tudo

Ana Cecília:

O elefante e o macaco.

O elefante tá brincando na chuva com o macaco na árvore.

O elefante tava brincando.

Eles tavam passeando.


Eduardo:

O elefante pegou um pouco de raio de sol.

Daí o elefante encontrou seu amigo leão.

O elefante resbalou.

Daí choveu.


Gabi Backes:

O macaco e o elefante.

O macaco tava se escondendo do elefante. Ele não conseguiu achá.

Uma baiata tava tentando pegá o macaquinho. Daí o macaquinho pisô na baiata e a baiata morreu.

O elefante pisô numa comida que ele queria comê. Daí a comida ficô suja e ele não podia mais comê.

A comida ficô duia. Daí ele foi com a tomba em cima e laigô água. Daí a comida ficô mole e ele comeu.


Gabi Madalena:

O elefante.

Ele queria passá aqui e ele nem conseguiu.

E tava quente, daí ele foi no lago e mandô saí todos.

Daí ele foi na sombra e mando fazê uma coroa. Os macacos.

E fim.


Guilherme:

O elefantes coloridos.

Ele tava pegando uma futa e comeu.

Ele tava na paia e constuiu um castelo de aléia e também ele achô um côco e tomou o suquinho dele.

Ele tava lá bincando com uma bola. Ele éla o elefanti do cículos, fazia coisas inquíveis.

Ele tava na rua e foi no meicado e compou noz, suco e pêia. Ele fez um lanche.


Gustavo:

O elefante que queria tudo.

O elefante queria pegá o ninho do passarinho que tinha dois ovos.

Veio duas nuvem de chuva. Quase choveu e não choveu.

E aí ele ficô um poço pequeno.

Daí o peixinho tava nadando e ficô sem água e o elefante ajudo.


Júlia:

- História: Conversa conversa.

O leão tava conversando com o elefante sobre eles brincarem de alguma coisa. E daí eles brincaram de pega pega. Eles brincaram de esconde esconde. Eles ficaram amigos e foram conversar lá na praça.


Manuela:

O elefante que queria tudo.

O elefante tava caminhando, daí ele encontrô um amigo. Daí ele foi brincá com ele.

Ele encontrô uma árvore. Daí ele caminhô e brincô de pega pega com o amigo dele.

Ele tava brincando de rodeá em volta da árvore.

Daí ele foi passeá com o amigo dele pra brincá com ele no parque.


Megan:

O elefante que encontrou o macaco.

O elefante saiu para passeá. Encontrô o macaco.

Daí o elefante foi pra casa.

Daí o elefante chegou em casa e tomô banho.


Vitória:

O leão e o elefante.

Um dia o elefante tava sozinho e apareceu o leão.

Daí o leão foi passeá com o elefante.

Daí o elefante foi pra casa do leão que fica na floresta.

Depois o leão foi levá a girafa pra casa dela, que fica no zoológico.

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Como escolher a escola do meu filho?

De admin em nov.05, 2010, em Pingo de Gente

Uma das primeiras coisas com que você vai se deparar ao escolher a escola de seu filho é uma porção de nomes e conceitos. Antes de deixar que dêem um nó na sua cabeça, saiba que em educação os conceitos são a base, claro, mas não são tudo. 
a escolha da escola
As linhas pedagógicas da história da educação ainda vigoram e você terá muitas opções. Para conhecer, vai ter de entrar na escola, perguntar, observar, conversar muito. Não para se intrometer no projeto, mas para, quem sabe, ser conquistado por ele. “O olhar do pai é fundamental para saber se a escola tem um ambiente acolhedor”, afirma a pedagoga Maria da Graça Souza Horn. 

Sim, você tem muito trabalho pela frente. Não há receita pronta quando o assunto é escolher a escola ideal para uma criança. Para ajudar você nessa tarefa, preparamos um guia para você descobrir o que realmente é preciso entender de educação para seu filho começar da melhor forma essa relação que dura a vida toda.

Para escolher bem, você precisa saber se…

… as portas estão mesmo abertas
Você tem direito de falar com a diretora, a coordenadora, o professor, o cozinheiro, o faxineiro. Pode andar pelas salas, pátios, banheiros, observar tudo. “O espaço fala mesmo que a gente não queira escutar”, diz a pedagoga Maria da Graça, da UFRGS. Mas, claro, duvidar tem limite. Para criar uma relação de confiança, o respeito vale para os dois lados. A escola que limita a passagem dos pais tem alguma coisa errada. 

… o projeto pedagógico é claro
As linhas pedagógicas da educação permeiam, principalmente, quatro direções: a tradicional, a que segue idéias do construtivismo, a montessoriana e a Waldorf. Mas nomes não bastam. Os projetos pedagógicos são os princípios que vão nortear todas as práticas na escola, desde o fato de priorizar alfabetização ou não, ao tipo de brincadeira a ser estimulada, passando pela forma como os espaços interno e externo são distribuídos. Em muitas há influência de mais de uma linha, o que não é necessariamente um problema. A dificuldade fica por conta dos pais, que querem entender logo que tipo de aprendizado o filho terá. Segundo o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., autor de História da Educação Brasileira (Cortez Editora), até os anos 80 a divisão era mais clara. “O que importa é que a escola tenha um projeto pedagógico, uma linha a seguir. É como acontece com o método de alfabetização. Não é preciso ensinar a criança a ler assim ou de outro jeito: é preciso ensinar a criança a gostar do livro.” 

… não só gostam de crianças 
“Claro que é preciso gostar de criança para trabalhar em escola, mas o profissional precisa gostar é de educação”, diz o educador Marcelo, da Estilo de Aprender. Na escola não há criança, há aluno. “Lá, ela interage de modo diferente do que na praia, no clube”, afirma o educador. Ele é quem substituirá, por horas, os pais como modelo de adulto e o que ele disser vira “lei”. “É uma relação direta. O que a professora disser ser legal, bonito, gostoso a criança vai gostar. Principalmente na educação infantil, valor e conteúdo estão juntos. Se você dá valor ao livro e vê o professor passando em frente de uma livraria sem olhar para ela, é esse o recado que ele vai passar. Da mesma forma, se os pais não são letrados e a criança ama poesia, pode apostar: a professora tem livros ao redor dela”, diz o filósofo Ghiraldelli Jr. 

O professor funciona como vitrine da escola. É ele quem mostra o que a instituição pensa sobre ensinar, quem instiga a curiosidade, quem faz o dia-a-dia ser interessante. Mais: quem nos inquieta e nos faz ir em busca de conhecimento. E não é assim o jeito gostoso de aprender? 

… o professor continua aprendendo
Os especialistas são unânimes: a formação de um educador deve ser contínua. “Na Espanha, o professor de educação infantil é mais bem pago, porque a especialização dele é ainda maior, tem de entender do desenvolvimento da criança, não é só transmissão de conteúdo”, diz Angela Martins, coordenadora de educação infantil do Colégio Dante Aliguieri. O ideal é que se defina um espaço para esse aprendizado na própria escola, para que os professores estudem, reúnam-se, discutam em que escola estão e qual caminho vão seguir

… a brincadeira corre livre 
É importante ter a brincadeira dirigida, mas a espontânea também tem muito valor. O espaço garante autonomia às crianças na sala? Com 1 ano de idade, ela tem objetos acessíveis e adequados para pegar, para escolher? Ou está tudo no armário dependendo de o professor pegar? Escolher o brinquedo tem que ver com aprender a se vestir, aprender a amarrar o sapato. Tudo pode ser feito, com autonomia e supervisão, e de forma gradativa. “Se a sala tem só alfabeto e não tem brinquedo, há algo errado. E não é preciso ser só brinquedo industrial, pode ter sucata, pedrinha”, afirma a educadora Karina Lopes. 

… gosta do método de aprendizado
Isso engloba tudo: se usam tinta e argila, se há lição de casa, se fazem passeios de exploração do meio, se organizam jogos, se trabalham por temas, se usam livros, se incentivam a leitura, como tratam a alfabetização. Os pais têm de saber o que buscam para o seu filho. “Muitos vêm com o discurso: ‘Não estou preocupado com que ele aprenda agora’. Mas é impossível! Ele aprende o tempo todo”, diz o educador Marcelo. E esse aprender entrelaça-se com o brincar. A criança está mais do que nunca na fase das experimentações. Mexer com tintas e artes, por exemplo, aborda o convívio social e os novos olhares sobre uma mesma “coisa”. Mexer com terra dá à criança um envolvimento mais direto com questões ambientais. “E tinta e terra não é ‘bagunça de criança’. Esses materiais têm um porquê, um planejamento”, afirma Marcelo. 

Verifique também como é feita a avaliação do rendimento da criança. Não é uma questão de nota ou de comparar seu filho com os amigos, mas de saber como está o desenvolvimento dele, emocional e intelectual. Também investigue como a escola trata dificuldades de aprendizagem. Todos aprendem de forma sistemática ou seguem o ritmo de cada criança? E o que acontece com os que se atrasam? Há aula de reforço? Perguntas que você pode, e deve, fazer nas entrevistas. 

… lidam bem com a disciplina
Deixe os preconceitos de lado e entenda de fato como é abordada a questão de disciplina na escola que você visita. Como se trabalham direitos e deveres? Que importância se dá à questão dos limites? Não é porque a escola é “moderna” que é liberal. E nem porque é tradicional que é linha dura. Até nas escolas chamadas de democráticas, existem regras, decididas em assembléias gerais para colocar ordem na convivência. Há maneiras de descobrir como a escola age, se há castigo, se há respeito e impõe respeito às crianças e como acha que a família influencia nisso. Converse sobre o assunto, pergunte como eles lidam com o aluno que “coloca fogo na classe”. E avalie se eles conduzem a situação como você faria em sua casa. 

… o espaço também é educativo
A escola deve ter uma área iluminada, gostosa. Não pode ser apenas um quintal adaptado. Pense: será que meu filho vai se sentir estimulado nesse espaço? Como são as cores, as paredes, o que vai fazer parte do campo de visão diário do seu filho? Por outro lado, você precisa checar se o local é seguro, se seu filho vai conseguir se virar bem sozinho sem precisar de cuidados o tempo todo. “Numa escola, todos os espaços são educativos. É como um pátio que só existe para que as crianças corram e corram: tem de pensar, por exemplo, que elas podem não querer ficar correndo o tempo inteiro, podem querer uma sombra gostosa, uma casinha de boneca, um lugar para levar um jogo, sentar”, diz a pedagoga Maria da Graça, que estudou profundamente o espaço nas escolas e lançou Sabores, Cores, Sons, Aromas – A Organização dos Espaços na Educação Infantil (Editora Artmed). 

… vai além do conteúdo da TV
Na escola há música, televisão, aparelho de DVD? E livros? Existem datas comemorativas ou as crianças aprendem cultura popular, erudita, nacional e internacional ao longo do ano? Há passeios culturais? De que forma se trabalha com lixo reciclável ou voluntariado? A escola pode, sim, fazer muito mais pelo seu filho do que reproduzir o repertório da televisão e das datas pré-estabelecidas. E em qualquer idade. Mesmo os pequenos podem tirar proveito do prazer de conhecer uma obra de arte. Muito além do dia do índio, do dia da árvore…

… cuidam bem da alimentação
O que a criança come na escola também faz parte do que ela aprende lá. Se o lanche é oferecido por eles, veja se é saudável, bem cuidado. Se há uma cantina, cheque o que oferecem, o que a criança vai poder comprar. Também é importante saber dos combinados sobre o assunto: pode levar bala, salgadinhos, refrigerante? Tudo depende do que você acha bom servir para seu filho… 

… seguem uma rotina
Ter horário para fazer as coisas demostra organização e bom aproveitamento do tempo. Além de trazer segurança para a criança. Cheque se o período que seu filho passa na escola é bem dividido: tempo para brincar, conversar, tomar lanche, descansar, pintar. A escola não é a casa da avó onde tudo pode a qualquer hora.

… os valores combinam com os seus
Você pode por algum motivo se encantar com o estilo de uma ou de outra, mas não pode se deixar levar. “Já tivemos de chamar pais e perguntar: será que é essa mesmo a escola para o seu filho? Para a parceria dar certo, os pais precisam confiar”, afirma a educadora Renata, da Escola Viva, que adota uma linha educacional na concepção construtivista. Karina Lopes, do MEC, dá um exemplo extremo. “Se eu acho que apanhar educa e a escola acha isso um absurdo, não vai dar certo. Se você quer que seu filho aprenda a ler com 4 anos de idade e a prioridade daquela escola não é a alfabetização nessa fase, também não dá. As idéias têm de bater, senão quem perde é a criança.” 

… os pais parecem felizes
Não há nada demais em buscar referências com colegas ou pais que você conheça na porta da escola. Eles podem ajudá-la a compreender como funciona na prática o projeto pedagógico. A troca de idéias é sempre uma ótima pedida. E ela não precisa parar nunca. 

… acolhem bem o seu filho
Certeza mesmo você só vai ter no dia a dia, mas uma visita com a criança na escola pode ajudar bastante antes de você tomar a decisão. Mas saiba que, em educação, nada é definitivo. Mesmo que não saiba falar, ele pode, e muito, mostrar a você se gosta ou não da escola. Sempre depende do jeito como ele entra e sai, de quanto ele fica bem nela, de quanto é acolhido por todos os funcionários. Ninguém melhor do que você para ajudá-lo a interpretar os sentimentos.

Material retirado do site da Revista Crescer http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI1842-15068,00.html

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