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Adaptação: e agora?

De admin em jan.05, 2011, em Pingo de Gente

A escola foi escolhida, e o momento que será marcado, principalmente pelos cliques dos papais e mamães corujas está se aproximando: o primeiro dia na escola! E agora?

converse com seu filho

converse com seu filho

Confie na escola! Parece óbvio, mas nem sempre acontece. É o primeiro passo para que a criança também se sinta segura no novo local. “É como se a mãe autorizasse alguém a cuidar do filho dela, e é nessa autorização que o processo de adaptação da família começa a dar certo”, afirma Liamara Montagner, coordenadora de educação infantil. Para que haja confiança, por sua vez, é importante que a escolha da escola tenha sido bem trabalhada. Quando é indicação de amigos ou familiares, fica fácil. Para quem não tem tais referências, esse vínculo se estabelece na medida em que os pais conhecem e se identificam com os princípios que norteiam o projeto pedagógico e a concepção de aprendizagem. E, naturalmente, precisam acreditar nesses valores éticos e morais estabelecidos pela escola. 

Converse sempre com a equipe pedagógica
Não só as crianças, mas também os pais têm de ser assistidos no processo de adaptação. Esclarecendo dúvidas e conversando sobre eventuais incômodos, angústias e insatisfações com coordenadores e professores, os pais adquirem intimidade com a escola e se sentem mais confortáveis em relação a ela. 

Aproveite a troca entre pais
O processo de adaptação é uma oportunidade de os pais se conhecerem, interagirem e compartilharem sentimentos. Nas conversas, descobrem que as crianças são muito semelhantes entre si e que eles, por sua vez, estão passando pelas mesmas angústias. Ao mesmo tempo, vão criando um vínculo no ambiente escolar. “Mães e pais que têm filhos mais velhos na escola exercem um papel importante nessa hora, pois passam segurança para os que estão sendo recebidos pela primeira vez”, diz a psicopedagoga Edimara de Lima, diretora de escola. 

Lembre-se de que conquistas requerem esforços
“Existe uma tendência de os pais quererem superproteger os filhos, evitando ao máximo que sofram. Mas é importante lembrar que o ingresso na escola e as primeiras separações da mãe ou de casa fazem parte do processo de crescimento da criança”, afirma Paula Bacchi, orientadora de escola infantil. Ela acrescenta que os pais devem ter em mente que certas conquistas vêm acompanhadas de dificuldades. Representam também um amadurecimento da criança, e a escola é um excelente ambiente para isso acontecer. 

Atente para o tom da separação
Despedidas dramáticas, duradouras e carregadas de emoção são um prato cheio para dificultar a entrada das crianças na escola. Independentemente do comportamento delas, os pais devem procurar dar um tom leve e até mesmo prático às despedidas. Duro, né? Mas é fundamental para que a criança perceba que não existe a opção de um choro segurar o pai ou a mãe na escola por mais tempo. 

Preserve a rotina da criança em casa
Não é hora de mudanças de cama, de quarto, retirada de fraldas, chupeta, mamadeira e coisas do gênero. 

Adapte-se aos horários e tenha assiduidade
“Nos primeiros dias, a pontualidade na hora de buscar é crucial. Um atraso pode deixar a criança insegura, com medo de que a mãe não volte, e dificultar a despedida e a permanência nos dias seguintes”, diz Edimara de Lima, diretora pedagógica. Mesma pontualidade no início do dia também para que a criança inicie as atividades com o grupo. Evite faltas, para que a criança se insira logo na rotina escolar. 

Tenha cuidado com o que diz – e com o que não diz
Algumas armações, por mais inofensivas que possam parecer, costumam atrapalhar significativamente o processo de adaptação da criança. Na despedida, por exemplo, frases como “você vai ficar bem, não é?” ou “você não vai chorar, vai?” acabam sugerindo à criança que tenha comportamentos desse tipo. Criar expectativas exageradas, dizendo à criança que ela vai adorar, que a escola é maravilhosa, que as professoras são fantásticas etc., também pode ser prejudicial, pois pode gerar decepções para o pequeno. Por fim, nunca minta para seu filho (dizendo que vai para um lugar caso vá para outro) e, por mais que ele esteja brincando bem e tranqüilo, nunca vá embora sem se despedir. Isso quebra a relação de confiança com a mãe e pode gerar na criança o medo de ser abandonada naquele lugar estranho. 

Choros são normais
O choro não significa que a criança não está gostando da escola. É uma maneira de ela dizer que é difícil se despedir da mãe. Paula Bacchi, diretora de colégio, acrescenta que é comum esse choro terminar assim que as mães viram as costas. Se o lamento se prolongar, vale investigar, claro. Ah, sim, tem muita mãe que também não agüenta as lágrimas. Mas tem de, pelo menos, não deixar a criança ver. 

Não demonstre ter dúvidas
Comentários negativos em relação à escola nunca devem ser feitos diante delas. Se a criança perceber a insegurança da mãe, pode tomar o sentimento para si ou ainda se aproveitar da situação e recorrer a chantagens emocionais. 

Tenha paciência
A maioria das crianças leva uma ou duas semanas para se adaptar à escola. Há algumas que levam dias e outras, meses. Isso não quer dizer que as de adaptação mais lenta vão gostar menos da escola. Significa apenas que precisam de um pouco mais de tempo. Resta respeitar o ritmo da criança. 

Afaste-se por um tempo dos relacionamentos antigos
No caso de crianças que estão mudando de escola, convém, durante o período de adaptação, não incentivar o contato freqüente com amigos da escola antiga. Depois de a adaptação estar bem sucedida, o contato pode voltar a ser como era, mas, no início, é bom dar a chance para o pequeno receber o novo ambiente com certo afastamento da vivência anterior. 

Sem culpas ou cobranças
Especialmente entre mães que colocam as crianças cedo na escola por motivos profissionais, a culpa é muito comum. “Mãe trabalhando em período integral é a realidade de muitas famílias, e a criança terá de conviver com isso. Não é um mal, mas um componente da família, que gera satisfação pessoal para a mãe ou, no mínimo, um aumento da renda familiar”, diz a psicopedagoga Edimara de Lima. Por isso, não é caso de se cobrar em relação às dificuldades próprias ou dos filhos. 

Respeite as orientações
“É fundamental que os acompanhantes das crianças na adaptação atendam às solicitações passadas pelas professoras e pela coordenação da escola”, diz Liamara Montagner. E nos detalhes. Respeite a experiência da equipe no assunto. 

Está tudo bem. Mas acabou?
Um belo dia, a criança chega feliz à escola, despede-se dos pais, fica bem durante todo o período e volta para casa lembrando as coisas boas vividas no dia. A adaptação está concluída? Talvez. É possível que seu filho, que ficou ótimo na primeira semana de aulas, apresente dificuldades na semana seguinte. Outra criança pode apresentar problemas dali a 15 dias ou um mês. Segundas-feiras, voltas de feriados e especialmente de férias também são momentos delicados, em que choros e reclamações nas despedidas podem voltar a aparecer. O importante, então, é os pais, como sempre, conversarem com a escola, que vai atentar também para eventuais jogos emocionais feitos pela criança. Satisfeitos com a escola escolhida, acreditem que é o lugar onde tudo acontece pelo bom desenvolvimento e bem-estar da criança. Boa sorte!

tudo certo! eu vou ficar bem aqui!

tudo certo! eu vou ficar bem aqui!

Retirado e adaptado do link: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI1538-15546,00.html
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É chegado o momento da despedida!

De admin em dez.14, 2009, em Pingo de Gente

A cada ano a Escola Maternal se prepara para ver a partida de mais um grupo de crianças. Crianças que cresceram, evoluíram e rumam para novas experiências na educação formal. É um momento marcado pela “dor” da despedida, pela expectativa de um trabalho bem feito, mas, também, pela alegria de ter acompanhado e preparado pequenos seres para um mundo maior.

Novas crianças vão chegar! Mas… as que vão, deixam a saudade de um tempo que não volta. Fizeram suas histórias e deixaram registros importantes na história da Pingo.

Aprendemos com todos! E nos renovamos diante à certeza de cada criança, ao dizer, afirmando (!) que já sabe tudo, pois é da turma dos grandes!

Sim, quando vão embora elas sabem tudo!

Sabem ouvir, falar, exigir seus direitos e já tentam reconhecer os direitos do próximo.

Sabem que crescer implica em brigar usando a voz. E tentam com palavras argumentar o que sabem. Deslizam, mas se orgulham quando conseguem negociar e fazer valerem os seus direitos. Também já lhes é menos doido descobrir que a vida para ser vivida necessita de compartilhamento: de idéias, de tarefas, de brinquedos ou de lugar a ser ocupado. E que viver ao lado de quem também está feliz e satisfeito pode gerar amigos para sempre.

Entendem o valor da regras e já as solicitam antes de qualquer partida, mesmo que ainda tentem modificá-las para o benefício próprio.

Estão aprendendo a reconhecer nos jogos o direito de perder e de ganhar, aprimorando o aprendizado e buscando novas formas de serem campeões.

Unem-se em bandos que se fazem e desfazem buscando a compreensão do que necessitam a cada tarefa que tem para cumprir. E é assim que o grupo do jogo de Memória não é o mesmo que o do Dominó, nem mesmo o do Futebol ou do Caçador no pátio. Para cada momento, um grupo, sendo até possível que em alguns um ou outro parceiro venha a ser o mesmo. Porém, o que ainda predomina é a vontade de fazerem aquilo que gostam e na hora em que querem fazer. E o beiço, ou a retirada do jogo para um canto, muitas vezes é o jeito que encontram para buscarem a compreensão do que está acontecendo. E fazem! Sem a critica por estarem se expondo, que tanto dói depois que a gente cresce.

As gurias e os guris já começam a se separar pelos interesses, fazendo do Clube do Bolinha ou da Luluzinha, uma experiência cheia de segredos.

Perguntam o que querem saber e entendem o valor da pesquisa para o aprimoramento de um tema que lhes interessa. E quantas fontes de informação são capazes de buscar! “Enlouquecem” os professores e familiares.

Sabem o valor dos números, o tanto que lhes permite somar ou diminuir para concluírem quem tem mais ou menos, e quando a quantidade é muito grande, se espantam pensando na possibilidade de os números serem infinitos.

Trazem hipóteses de escrita, associadas ao que já viram ou ouviram, garantindo-nos que estão a pensar, sem preocupações em reproduzir algo decorado.

Brincam. Brincam muito… E vão continuar brincando. Tomara sempre na hora certa, diferenciando o valor de cada momento, com a responsabilidade de quem teve uma infância garantida!!!

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